Contos de um emigrante
Presuntos implicados
Frinchas sentia-se com sorte. Tinha ganho o Torneio de sueca do clube "Os Lusitanos de Fribourg". Chamou então os seus sócios, Espingarda e Arouca, para lhes propor a sua nova ideia para um negócio. A conversa era regada com um verde branco, que o Edmundo, aquele de Esmoriz, que tinha o quisto no pescoço, tinha comprado a um amigo em Lausanne. A ideia era simples, mas a ser posta em prática da melhor forma, poderia vir a ser bem lucrativa. Frinchas tinha um amigo em Mosteirô que lhe vendia presuntos a um preço irrisório, e em grande quantidade. A charcutaria facilmente seria vendida na Suiça a cerca de 600 francos a peça. O único obstáculo era...passar a fronteira.
Frinchas tinha tido a ideia, mas faltavam-lhe os meios, já que tinha emprestado o seu furgão ao Espingarda, que não mais a devolveu. O caso estava em tribunal. Mas para Espingarda, isso pouco importava:
- Ó Frinchas, fodasse! Lá por estarmos em tribunal, não deixamos de ser amigos!
- Tá bem, tá bem. Mas caralho, porquê que não me dás a carrinha? Ela é minha!
- Vá, esquece essa merda, eu pago-te uma cerveja.
Se o espingarda tinha o veículo para pôr em prática a operação, o Arouca contribuia com o seu conhecimento legal:
- Meus caralhos! Olhai que o tráfico de presuntos dá cadeia! Esperai aí que eu vou chamar pró Albanês do 5 à sec, que ele vende armas e orgãos, para ver como é que ele faz para passar a fronteira.
- O quê?!? Tráfico de presuntos!? Sois tolos! Nem os Yakuzas se metem nisso! Desculpai lá, mas eu não me envolvo nessa merda.
Os três amigos iriam ter que levar o plano avante sozinhos.
To be continued

1 Comments:
aguardo desfecho...
simplesmente-tua.blogspot.com ou toilettetalk.blogspot.com
6:02 p.m.
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