Traquinices e travessuras.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Buzeteiro

Grande, ilustre, eminentíssimo, douto e sabedor, iluminado buz!

Depois de muitas dificuldades, e algumas contrariedades, chegaste a bom porto, e alcançaste o teu diploma. Contra ventos, contra marés, e até contra tubarões soubeste ladear e contornar as dificuldades e chegaste ao Olimpo. Poucos te deram o devido valor mas não deixaste que isso te abalasse essa estrutura granítica que compõe a tua pessoa. Ah desgraçados que não te admiram! Tenho pena daqueles que daqui em diante ousarão fazer-te frente, pois a sua única esperança será a tua magnanimidade própria dos deuses. Ah com que prazer se deleitarão aqueles privilegiados que assistirão à tua acção, pedindo justiça, e lutando contra os alugueres em prol dos arrendamentos, nas barras imundas dos tribunais portugueses... sim porque estou convencido que o mundo se divide entre aqueles que privam com o buz e aqueles, coitados, que nunca ouviram falar em tal herói. O mundo ainda se irá prostrar a teus pés, ò grande buz. A balança da justiça nunca mais será equilibrada, pois que penderá sempre para teu lado, e até deixará de ser cega tão grande é a tua luminosidade!
Não havendo palavras que consigam chegar à tua grandiosidade, por aqui me fico,
Um dia poderei transmitir às gerações vindouras que cheguei a beber copos contigo.
Ah rapazes, estou feliz.
Buz, foi tarde, mas foi!