O arauto
Por aqueles dias, continuava a senda de uma calmaria nos domínios da Amieira.
No salão nobre, D. Buzito pleitava com D. Mano Velho, ao que D. Malhas ia botando, de quando em vez, umas canhotas para o lume, quer da lareira, quer da pleita buziana.
D. Diogo, tuelava com umas iluminuras trazidas por D. Pintossos, numa quietude seráfica.
Alvoroça-se o Paço com umas batidas fortes nos grossos portões...
- Diacho, berra D. Lip, quem sois e ao que vindes?
Do lado de lá das muralhas, ainda se ouve um, "novas vos trago, sem brincadeira,..."
Para mais não teve tempo o desgraçado do arauto, pois que antes sequer que começasse a dizer que novas eram, foi rasgado pelo grosso mambo tuélico, nos entrefolhos.
Horrorizado, D. Belbhet:
- Por S. Lol, D. Diogo, porque não o deixaste dizer ao que vinha?
- El-desafhinad, sabeis bem que tenho as notificações desligadas para sempre!

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